4. fundamentação

O projecto procura juntar arte com tecnologia. A sua exibição pública, em locais frequentados por pessoas no seu quotidiano procura dismitificar a arte bem como a tecnologia e o seu funcionamento. A ideia de sermos vigiados nos meios urbanos com câmaras, provoca efeitos diferenciados. Segurança. Controlo. Invasão de privacidade. Protagonismo. As imagens recolhidas são enviadas para alguém, por um meio desconhecido, algures, para um uso indeterminado, para uma entidade indeterminada com alguém indeterminado no seu visionamento. Em muitos aspectos esta “entidade”, mais ou menos oculta assemelha-se com a “força oculta” descrita na peça. Torna-se assim pertinente especular (por enquanto), mapear e analisar os comportamentos do comum cidadão apanhado desprevenido, em frente a uma câmara num local mais ou menos público. Toda esta questão transportar-nos-á para a eterna questão do “o que é a arte”.
Não estamos particularmente interessados em encontrar respostas, pretendemos interpelar os utilizadores do objecto questionado-os do seu significado para construir a partir daí respostas.
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